Simplesmente fantástico o texto escrito por Eloi Zanetti no site do Sinepe. Eloi Zanetti é consultor de marketing e explica em seu texto que só títulos ( pós-graduação, mestrado, doutorado) não são suficientes na hora de observar o currículo de um funcionário. Ele precisa ser dinâmico, mostrar caminhos, soluções, vibrar com os projetos da empresa em que trabalha ou que pretende trabalhar.
O texto fica como lição para aqueles empresários que não valorizam a experiência dos quarentões ou daqueles que não usam terno e gravata, mas que possuem ideias de grandes executivos.
Contrate gente inteligente. Depois, a eles, a empresa dá os títulos.
Professora Márcia Regina
sábado, 10 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Bibliotecas fechadas?
É inconcebível a ideia de termos salas de leitura, estudo e pesquisa, que deveriam estar permanentemente abertas, sem que isso fosse sequer discutido, fechadas. Sabem de que salas de estudo eu falo? Das BIBLIOTECAS. Como pode alguém cogitar manter uma escola sem uma biblioteca alegre, viva, cheia de alunos transitando, sedentos de leitura? É preciso repensar a biblioteca como o coração da escola e não um espaço meramente ilustrativo, com hora marcada para ser visitado. É na biblioteca que as grandes aulas deveriam acontecer.
Professora Márcia Regina
Professora Márcia Regina
sexta-feira, 11 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
o jovem e as eleições
Mais uma eleição se aproxima e também mais uma vez é feita a pergunta: Como promover uma maior participação do jovem na política? Fazer o título eleitoral e votar são apenas os primeiros passos para a concretização da participação do jovem nesse cenário. Mas como fazê-lo compreender que ele precisa estar mais presente nas decisões e conhecer melhor a máquina do Estado. Uma forma infalível é a informação. Saber quem são os candidatos é fundamental, mesmo que sejam nomes badalados pela mídia ou pela história. Conhecer como funcionam os poderes Executivo e Legislativo, principalmente. Pois assim, o jovem eleitor terá contato com as leis. É preciso estar atento ao movimento das plataformas dos candidatos: o que é possível e o que falácia.
O meu discurso não é novo. Mas a consciência é um exercício permanente. Não adianta exigir dos governantes um posicionamento que o próprio eleitor não tem. Este processo de eleições começa por cada um de nós e, num crescente, se fizermos tudo conforme o que prega a democracia no Brasil, com certeza, começaremos a ver resultados diferentes.
Para os meninos e meninas que estão se preparando para o vestibular, que tal desenvolver uma dissertação de 30 linhas sobre o tema.
Professora Márcia Regina
O meu discurso não é novo. Mas a consciência é um exercício permanente. Não adianta exigir dos governantes um posicionamento que o próprio eleitor não tem. Este processo de eleições começa por cada um de nós e, num crescente, se fizermos tudo conforme o que prega a democracia no Brasil, com certeza, começaremos a ver resultados diferentes.
Para os meninos e meninas que estão se preparando para o vestibular, que tal desenvolver uma dissertação de 30 linhas sobre o tema.
Professora Márcia Regina
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O direito à literatura
O crítico literário Antônio Candido, em sua obra Vários escritos (4ªedição/2004), defende no texto "O direito à literatura" que ler obras literárias é um direito social básico e fundamental, portanto um bem incompressível, como ele chama. O crítico enfatiza que a literatura é fator indispensável de humanização porque é um instrumento poderoso de instrução e educação e tem um papel formador da personalidade. A literatura é universal porque não há povo que possa viver sem ela.
Para refletir, eu destaco a seguinte declaração de Antônio Cândido: " Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade."
Então, por que tantas escolas estão sem bibliotecas? Por que outras têm bibliotecas, mas estão fechadas? Onde está a dificuldade de fazer uma biblioteca funcionar de forma que o aluno se sinta num ambiente democrático e humanizador?
O professor (de qualquer área) precisa entender que na leitura está a descoberta de tudo. Quando discutimos leitura, não podemos dividir a sociedade em grupos como se fossem classes sociais. A leitura do capítulo "O direito à literatura" prova que precisamos oportunizar a leitura, sem subestimar nossos alunos. Limitamos a capacidade de leitura deles quando fazemos listas de obras sem consultá-los, ou sem conhecê-los. Deixamos de mostrar a eles os clássicos porque nós achamos essa leitura difícil. Classificamos uma leitura simplesmente pelo seu vocabulário e esquecemos que literatura é algo muito maior, precioso, emocionante, fascinante e implícito.
A leitura precisa vir em primeiro lugar sempre em nossas salas de aula!
Professora Márcia Regina
Para refletir, eu destaco a seguinte declaração de Antônio Cândido: " Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade."
Então, por que tantas escolas estão sem bibliotecas? Por que outras têm bibliotecas, mas estão fechadas? Onde está a dificuldade de fazer uma biblioteca funcionar de forma que o aluno se sinta num ambiente democrático e humanizador?
O professor (de qualquer área) precisa entender que na leitura está a descoberta de tudo. Quando discutimos leitura, não podemos dividir a sociedade em grupos como se fossem classes sociais. A leitura do capítulo "O direito à literatura" prova que precisamos oportunizar a leitura, sem subestimar nossos alunos. Limitamos a capacidade de leitura deles quando fazemos listas de obras sem consultá-los, ou sem conhecê-los. Deixamos de mostrar a eles os clássicos porque nós achamos essa leitura difícil. Classificamos uma leitura simplesmente pelo seu vocabulário e esquecemos que literatura é algo muito maior, precioso, emocionante, fascinante e implícito.
A leitura precisa vir em primeiro lugar sempre em nossas salas de aula!
Professora Márcia Regina
terça-feira, 1 de junho de 2010
Reflexões sobre a gramática coloquial
O estudioso de linguística, Ataliba de Castilho, professor aposentado da USP, questiona pela primeira vez oficialmente, o uso das regras gramaticais diante do falar cotidiano das pessoas. É o que publicou a revista Galileu, da Editora Globo, no mês de junho de 2010. Palavras, frases e expressões como " viagi"(viagem), "As pessoa" ( As pessoas) e "Isto é pra mim fazer" ( isto é pra eu fazer) fazem parte da fala do brasileiro e, de acordo com o linguista, não devemos dar ênfase ao certo e ao errado, mas na reflexão sobre a língua. " O valor do que é correto ou incorreto é social, não da gramática", diz Ataliba.
Na realidade, é momento realmente de refletir sobre o ensino da gramática nas nossas salas de aula. É questionável que crianças de 6,7,8 anos de idade percam tanto tempo estudando verbos e substantivos e que a leitura e a escrita tenham hora marcada, dia tal, uma vez por semana. O vernáculo existe, está aí para quem quiser ver. Por que a escola sufoca os alunos com tantas regras que distanciam cada vez mais o aluno da sua identidade?
Na realidade, é momento realmente de refletir sobre o ensino da gramática nas nossas salas de aula. É questionável que crianças de 6,7,8 anos de idade percam tanto tempo estudando verbos e substantivos e que a leitura e a escrita tenham hora marcada, dia tal, uma vez por semana. O vernáculo existe, está aí para quem quiser ver. Por que a escola sufoca os alunos com tantas regras que distanciam cada vez mais o aluno da sua identidade?
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