Como tarefa da cadeira de Gramática II, do curso de especialização da Universidade Feevale, precisei observar uma aula de Língua Portuguesa. Escolhi uma escola municipal, perto de minha casa. E lá conheci a professora Renata Marques. Mais uma vez, depois de 21 anos de magistério dedicado a observar, pesquisar e analisar o comportamento do aluno diante do ensino da língua portuguesa, eu tive plena certeza de que não devemos desistir nunca de ensinar. Os olhos da Renata brilhavam ao me contar que está desenvolvendo um projeto de leitura com as crianças, que resultará numa radiofonia. Eles leram contos e gravarão suas vozes e todos os outros sons. Depois, a professora organizará tudo isso para ser apresentado. Que sorte daquelas crianças terem uma professora animada, que acredita no potencial delas, que tem projetos e que os aplica.
E o mais importante: Esses momentos é que marcarão a vida desses alunos. Às vezes a gente vê escolas com muito mais recursos e que se ocupam com a tarefa de encher caderno. Que pena.
Márcia
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A cidade no universo ficcional de Caio Fernando Abreu
Proposta de redação
Na disciplina de Literatura Comparada, no curso de especialização da Feevale, tive a oportunidade de reler Caio Fernado Abreu , escritor gaúcho que morava em São Paulo. Num texto de Alexandre Faria, PUC-RJ, sobre o universo ficcional de Caio Fernando Abreu, foi possível refletir sobre a ambiguidade do centro urbano. A cidade, que ao mesmo tempo apresenta possibilidades de novas realizações e encontros, também se torna uma teia onde as personagens se aprisionam e sucumbem ensimesmadas na inútil busca da identidade e completude que a cidade não oferece. As personagens de Caio Fernando Abreu são solitárias, vítimas da cruel dinâmica urbana.
Então, imaginei como poderia tansformar essa reflexão numa proposta de escrita, afinal, os jovens que estão concluindo o Ensino Médio se voltarão quase que totalmente para a cidade: farão vestibular, procurarão uma vaga no mercado de trabalho, farão parte de um sistema universitário, estarão mais expostos à inquietude da cidade.
A proposta é: Como construir uma vida independente e livre das angústias da cidade, fazendo parte do universo urbano? Como impedir que a cidade anule nossa identidade nos tornando sós e abandonados?
Na disciplina de Literatura Comparada, no curso de especialização da Feevale, tive a oportunidade de reler Caio Fernado Abreu , escritor gaúcho que morava em São Paulo. Num texto de Alexandre Faria, PUC-RJ, sobre o universo ficcional de Caio Fernando Abreu, foi possível refletir sobre a ambiguidade do centro urbano. A cidade, que ao mesmo tempo apresenta possibilidades de novas realizações e encontros, também se torna uma teia onde as personagens se aprisionam e sucumbem ensimesmadas na inútil busca da identidade e completude que a cidade não oferece. As personagens de Caio Fernando Abreu são solitárias, vítimas da cruel dinâmica urbana.
Então, imaginei como poderia tansformar essa reflexão numa proposta de escrita, afinal, os jovens que estão concluindo o Ensino Médio se voltarão quase que totalmente para a cidade: farão vestibular, procurarão uma vaga no mercado de trabalho, farão parte de um sistema universitário, estarão mais expostos à inquietude da cidade.
A proposta é: Como construir uma vida independente e livre das angústias da cidade, fazendo parte do universo urbano? Como impedir que a cidade anule nossa identidade nos tornando sós e abandonados?
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Proposta de redação
Escrever bons textos requer leitura, informação e, principalmente, dedicação. Nesse caso, dedicação significa exercício. Aproveita a primeira ideia de redação, de uma série que será publicada, para apresentar argumentos coerentes dentro de uma estrutura coesa. Lembrando que coerência é o equilíbrio de ideias que o texto deve apresentar, procurando ser objetivo e claro na defesa dessas ideias. E a coesão são os elementos gramaticais que ajudam a dar ao texto esta clareza e objetividade: pontuação, articuladores, vocabulário...
Proposta: As leis existem para organizar uma sociedade. Isso é fato. Quando chegou a lei seca, muita gente afirmou que só funcionaria sob uma severa fiscalização. Hoje alguns dizem que caiu no esquecimento e não há pessoal nem aparelhos suficientes para fiscalizar. Agora, os pais precisam instalar nos carros cadeirinhas para carregar seus filhos até sete anos e meio de idade. É lei e será severamente fiscalizada, segundo as autoridades. Certamente outras leis seguidas de uma rígida fiscalização serão feitas no Brasil. Com base neste pequeno comentário, escreve um texto argumentando sobre a distância entre leis que são feitas para proteger a vida e a consciência do cidadão brasileiro. Se é para proteger a vida, não é fato que a consciência deveria vir primeiro, sem precisar que um policial diga ao cidadão como ele deve proteger seus filhos?
Proposta: As leis existem para organizar uma sociedade. Isso é fato. Quando chegou a lei seca, muita gente afirmou que só funcionaria sob uma severa fiscalização. Hoje alguns dizem que caiu no esquecimento e não há pessoal nem aparelhos suficientes para fiscalizar. Agora, os pais precisam instalar nos carros cadeirinhas para carregar seus filhos até sete anos e meio de idade. É lei e será severamente fiscalizada, segundo as autoridades. Certamente outras leis seguidas de uma rígida fiscalização serão feitas no Brasil. Com base neste pequeno comentário, escreve um texto argumentando sobre a distância entre leis que são feitas para proteger a vida e a consciência do cidadão brasileiro. Se é para proteger a vida, não é fato que a consciência deveria vir primeiro, sem precisar que um policial diga ao cidadão como ele deve proteger seus filhos?
domingo, 29 de agosto de 2010
A gramática na sala de aula
Quando surgem os modismos pedagógicos, a tendência é a adesão total, sem reflexão, sem discussão e troca de ideias. É necessário ensinar gramática na sala de aula. Quem disse que não? O problema é que não pode ser trabalhada como vemos por aí. O aluno precisa pensar sobre a gramática ( o substantivo, o adjetivo, o sintagma, enfim). Discutir com o aluno o texto que ele escreveu no que diz respeito à gramática: Como tal frase poderia ser modificada para que o texto ficasse mais claro? Qual o valor semântico da palavra X num determinado contexto? Como a vírgula pode modificar o sentido da frase? Então, professor, trabalhar a gramática na sala de aula é fundamental. O que não pode é dar listas de substantivos para que o aluno complete com adjetivos. Isso é passado. Vamos pensar junto com o aluno sobre o que ele escreve.
sábado, 31 de julho de 2010
Ler e escrever: estratégias de produção textual
O título deste comentário é o nome da obra de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias, da editora Contexto. Aliás, leitura obrigatória para qualquer professor, de qualquer área. Estou escrevendo uma resenha sobre o livro e resolvi escolher uma pequena parte para compartilhar com vocês. Falarei sobre as marcas da oralidade.
Quando a criança passa da fase da oralidade para a escrita, ela leva muitas marcas da oralidade para o papel, o que é perfeitamente normal e rapidamente serão eliminadas.
É importante que o professor que trabalha nas séries iniciais, principalmente 1º ano, tenha consciência dessas marcas e trabalhe com tranquilidade, observando seus alunos e orientando-os da melhor maneira possível. Para tal, gostaria de dar algumas dicas que as autoras colocam. São elas: repetição ( pode ser um recurso usado para organizar uma modalidade textual. São comuns em crianças que estão na fase da aquisição da escrita.); uso de organizadores textuais continuadores típicos da fala como aí, e, daí...; justaposição de enunciados ( a criança escreve sem nenhuma marca de conexão explícita, escreve sem usar elementos que liguem ideias e não faz a transição de uma ideia para outra, excluindo, inclusive, a pontuação); escreve sem sinalizar o discurso direto e faz segmentação gráfica, ou seja, separa palavras que deveriam ser escritas juntas e junta palavras que devem ser separadas.
Então fica o alerta: Acompanhe essa transição do aluno com naturalidade, respeitando o tempo de cada um e oferecendo recursos diversificados para que este momento seja transquilo.
Quando a criança passa da fase da oralidade para a escrita, ela leva muitas marcas da oralidade para o papel, o que é perfeitamente normal e rapidamente serão eliminadas.
É importante que o professor que trabalha nas séries iniciais, principalmente 1º ano, tenha consciência dessas marcas e trabalhe com tranquilidade, observando seus alunos e orientando-os da melhor maneira possível. Para tal, gostaria de dar algumas dicas que as autoras colocam. São elas: repetição ( pode ser um recurso usado para organizar uma modalidade textual. São comuns em crianças que estão na fase da aquisição da escrita.); uso de organizadores textuais continuadores típicos da fala como aí, e, daí...; justaposição de enunciados ( a criança escreve sem nenhuma marca de conexão explícita, escreve sem usar elementos que liguem ideias e não faz a transição de uma ideia para outra, excluindo, inclusive, a pontuação); escreve sem sinalizar o discurso direto e faz segmentação gráfica, ou seja, separa palavras que deveriam ser escritas juntas e junta palavras que devem ser separadas.
Então fica o alerta: Acompanhe essa transição do aluno com naturalidade, respeitando o tempo de cada um e oferecendo recursos diversificados para que este momento seja transquilo.
sábado, 10 de julho de 2010
Contrate gente inteligente
Simplesmente fantástico o texto escrito por Eloi Zanetti no site do Sinepe. Eloi Zanetti é consultor de marketing e explica em seu texto que só títulos ( pós-graduação, mestrado, doutorado) não são suficientes na hora de observar o currículo de um funcionário. Ele precisa ser dinâmico, mostrar caminhos, soluções, vibrar com os projetos da empresa em que trabalha ou que pretende trabalhar.
O texto fica como lição para aqueles empresários que não valorizam a experiência dos quarentões ou daqueles que não usam terno e gravata, mas que possuem ideias de grandes executivos.
Contrate gente inteligente. Depois, a eles, a empresa dá os títulos.
Professora Márcia Regina
O texto fica como lição para aqueles empresários que não valorizam a experiência dos quarentões ou daqueles que não usam terno e gravata, mas que possuem ideias de grandes executivos.
Contrate gente inteligente. Depois, a eles, a empresa dá os títulos.
Professora Márcia Regina
domingo, 4 de julho de 2010
Bibliotecas fechadas?
É inconcebível a ideia de termos salas de leitura, estudo e pesquisa, que deveriam estar permanentemente abertas, sem que isso fosse sequer discutido, fechadas. Sabem de que salas de estudo eu falo? Das BIBLIOTECAS. Como pode alguém cogitar manter uma escola sem uma biblioteca alegre, viva, cheia de alunos transitando, sedentos de leitura? É preciso repensar a biblioteca como o coração da escola e não um espaço meramente ilustrativo, com hora marcada para ser visitado. É na biblioteca que as grandes aulas deveriam acontecer.
Professora Márcia Regina
Professora Márcia Regina
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